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6 principais causas de acidente de trabalho em pequenas empresas

De acordo com a Previdência Social e o Ministério do Trabalho, o Brasil têm, em média, 700 mil acidentes de trabalho por ano. Entre 2012 e 2016, foram registradas 13,3 mil mortes de profissionais durante o exercício das atividades laborativas, e afastamentos pelo INSS custaram R$ 22 bilhões aos cofres públicos. Os dados são alarmantes e, para reduzir esses números, é necessário conhecer as principais causas de acidente de trabalho.

Somente sabendo de que maneira proteger a saúde e a vida dos funcionários é que o empresário pode atuar para diminuir essas tristes estatísticas. Deve ser de interesse dele garantir a segurança dos trabalhadores, cumprir a legislação e proteger seu próprio patrimônio. 

Listamos abaixo as principais causas de acidente de trabalho em pequenas empresas. Confira e veja como se resguardar!

1. Não utilização de EPI

O uso adequado do EPI, ou Equipamento de Proteção Individual, é primordial para a garantia de segurança do trabalhador. Ele deve ser fornecido pelo gestor em boas condições de uso, e precisa ser trocado regularmente.

Os EPIs protegem a pele, a boca, o nariz e os olhos dos funcionários, e precisam passar por constante higienização. Um funcionário que precisa fazer soldas, por exemplo, deve utilizar luvas, óculos e protetores auriculares para minimizar os riscos de acidentes.

Todos os equipamentos individuais de proteção devem ser testados e aprovados pelo Inmetro. Apesar de o fornecimento ser de obrigação do gestor, o funcionário é responsável por guardar os seus EPIs.

2. Negligência de instrução ao trabalhador

É papel do gestor instruir adequadamente o trabalhador. Essa falha na comunicação é uma das principais causas de acidente de trabalho em empresas. É necessário explicar ao funcionário de que maneira ele deve desempenhar as suas funções com segurança, e promover treinamentos e atualizações constantes. Isso porque, com a tecnologia se reinventando constantemente, é preciso acompanhar as mudanças.

Permitir um possível despreparo técnico dos funcionários é um risco muito alto. É importante repassar orientações periodicamente e proporcionar materiais instrutivos para que os funcionários possam consultá-los  em caso de dúvida. Já com relação às regras de segurança, é indicado mantê-las por escrito, fixadas na parede do local de trabalho, para que sejam visíveis a todos.

Uma boa maneira de garantir fácil compreensão é utilizando desenhos para explicitar procedimentos de segurança. Negligenciar a instrução ao trabalhador implica diretamente em descumprir a legislação brasileira. Os prejuízos em caso de acidente de trabalho podem ser graves e irreversíveis.  

3. Imprudência do trabalhador

Mesmo quando o gestor cumpre todas as leis trabalhistas, oferece equipamentos de segurança e de proteção individual, promove treinamentos e atualizações, entre outras medidas preventivas, acidentes podem ocorrer. Muitas vezes o trabalhador comete imprudências, nessas situações, é necessário avaliar o motivo do descuido. Caso tenha sido por cansaço extremo, é sinal de que o gestor precisa rever os processos na empresa.

Já caso a imprudência tenha ocorrido por descaso do trabalhador, cabe ao gestor avaliar se é vantajoso manter um funcionário que não segue as regras em sua equipe. O exemplo também deve ser explicitado a todos os demais funcionários, para que eles tenham total noção do que pode ocorrer em caso de não cumprimento das normas de segurança.  

4. Jornadas exaustivas

Com a reforma trabalhista, muita coisa mudou e as jornadas de trabalho podem ser estendidas conforme negociação. Entretanto, é importante zelar sempre pela saúde, segurança e bem-estar do funcionário, e permitir jornadas exaustivas, mesmo que atendendo a um pedido dele, é um risco. Isso porque o cansaço e a fadiga reduzem a capacidade física e mental do trabalhador.

A fadiga pode ser muscular, física, visual e mental. Independentemente do tipo, prejudica muito a capacidade laborativa. A solução, nessas situações, é propor pausas e intervalos para que o funcionário possa descansar seu corpo, mente e visão. Ignorar a fadiga é assumir um risco muito alto não apenas com relação à saúde do trabalhador, mas também com relação à qualidade do desempenho dele.

5. Estresse

O estresse, mesmo que causado por problemas na vida pessoal do trabalhador, é muito prejudicial. Tira o foco e a atenção, e pode levar à negligência. Entretanto, caso a causa seja algo pessoal, não há nada que o empregador possa fazer para resolver o problema, mas é papel dele conversar com o funcionário e lembrá-lo de utilizar o EPI, fazer pausas e tomar as medidas de segurança.

Já caso o estresse seja provocado por algum problema no trabalho, a situação é diferente. É necessário conversar e tentar atuar de forma efetiva para a solução. Tome medidas necessárias para garantir um ambiente saudável e amigável na empresa.

Não estimule a competição entre colegas, não estipule metas impossíveis de serem batidas, reconheça o bom trabalho, preze pela união e trabalho em conjunto. Tomar essas simples atitudes faz toda a diferença.

6. Repetições

Apesar de acidentes em geral serem causados por um trauma específico ou evento inesperado, as repetições também podem provocar problemas e desgastes físicos. Em uma empresa, o trabalho repetitivo pode ser considerado vilão, pois deixa o funcionário menos atento e mais negligente.

Por estar habituado, acaba desempenhando as funções sem o uso adequado do EPI ou pulando etapas necessárias para a garantia da segurança. Esse tipo de comportamento deve ser identificado, e não pode ser tolerado, pois é uma das principais causas de acidente de trabalho.

Fornecer um plano de saúde, apesar de não ser obrigatório, é muito importante e permite que doenças que podem surgir em decorrência da repetição sejam evitadas. Pense no benefício como um investimento. Seguir a legislação e propiciar equipamentos de proteção individual em bom estado, dentro do prazo de validade e adequados para a função é crucial.

Garantir que o trabalhador receba instruções corretas e claras, faça pausas constantes, evite a fadiga mental, visual, muscular e física, e não mantenha uma jornada exaustiva também. Conhecer as principais causas de acidente de trabalho é a melhor maneira de preveni-los. E zelar por um ambiente saudável, sem cobranças excessiva e metas impossíveis também. Valorize seus funcionários para que eles deem valor à sua empresa.

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